Davis Cup final

Decisão da Copa Davis pode coroar pela primeira vez os belgas ou levar a França de volta ao topo após dezesseis anos

O título da Copa Davis 2017 ficará na Europa. A grande decisão do mais importante torneio de tênis entre países acontece em Lille, na França, a partir da próxima sexta-feira (24), e colocará frente a frente os donos da casa e seus vizinhos belgas. Esta será a 18ª final dos franceses, que não conquistam o título desde 2001. A Bélgica já decidiu o torneio em duas oportunidades, 1904 e 2015, mas nunca foi campeã.

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Na Copa Davis, o capitão de cada equipe escolhe quatro jogadores para compor o time titular. As disputas de simples acontecem na sexta-feira, a partida de duplas é realizada no sábado, e no domingo ocorre uma nova rodada de simples, mas com os adversários trocados. A primeira equipe a atingir três vitórias nestes cinco confrontos vence.

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França busca seu décimo título

Favorita ao título, a França repetirá na decisão a equipe que superou a Sérvia nas semifinais, formada por Jo-Wilfried Tsonga, Lucas Pouille, Pierre-Hugues Herbert e Nicolas Mahut. Atual 15º do ranking mundial, Tsonga é o homem de confiança do capitão Yannick Noah, e o principal jogador da equipe.

Os sérvios, que no caminho já haviam superado a Rússia e a poderosa equipe espanhola , deram muito trabalho nas semifinais, mas a França soube aproveitar o fator casa, e levou a melhor no piso de saibro da quadra de Lille.

Nas partidas de simples, realizadas na sexta-feira, Dusan Lajovic colocou a Sérvia em vantagem ao vencer Lucas Pouille por 3 sets a 1, com parciais de 6/1, 3/6, 7/6(7), 7/6(5). Jo-Wilfried Tsonga colocou tudo em pratos limpos no embate seguinte, ao vencer Laslo Djere por 3 sets a 0, com 7/6(2), 6/3, 6/3.

Os donos da casa chegaram à virada no sábado, quando a dupla formada por Pierre Hugues Herbert e Nicolas Mahut superou os sérvios Filip Krajinovic e Nenad Zimonjic com muita facilidade. A vitória foi por 3 sets a 0, com parciais de 6/1, 6/2, 7/6(3).

No domingo, a estrela da companhia, Jo-Wilfred Tsonga, superou Dusan Lajovic para colocar os franceses em uma final pela terceira vez nesta década. A vitória foi difícil, o francês começou o jogo muito desconcentrado, e perdeu o primeiro set por 6/2. Entretanto, aos poucos foi se recuperando, e virou para 3 sets a 1, com parciais de 6/2, 7/6 (7-5) e 6/2.

Os outros adversários no caminho da França foram o Japão, algoz do Brasil na repescagem para o Grupo Mundial, e o Reino Unido, dez vezes campeão do torneio. Em ambas as chaves, os franceses venceram por 4×1.

Para a final, haverá uma mudança na superfície da quadra, e o saibro será trocado por um piso duro. O objetivo é facilitar a vida de Jo-Wilfried Tsonga, Richard Gasquet e Gael Monfils, especialistas em quadras rápidas, e de quebra atrapalhar os belgas, em especial seu principal jogador, David Goffin, que gosta de jogar na terra batida.

De acordo com as cotas do Bumbet, se os franceses levarem a melhor o apostador receberá R$ 1,27 por cada real investido.

Bélgica se inspira na Suíça de 2014

Depois de perder para o Reino Unido na decisão de 2015, a Bélgica terá uma nova oportunidade de buscar seu primeiro titulo da Copa Davis. Para se credenciar para enfrentar a França, a equipe surpreendeu ao superar a poderosa Austrália, segunda maior vencedora do torneio, com 28 conquistas.

A exemplo dos franceses, os belgas também venceram de virada. Na sexta-feira, a estrela David Goffin fez a sua parte, e venceu John Millnan por 3 sets a 1, parciais de 6/7, 6/4, 6/4 e 7/5, mas seu companheiro Steve Darcis não conseguiu manter a vantagem, e foi derrotado por Nick Kyrgios por 3 sets a 2, com 6/3, 3/6, 6/7, 6/1 e 6/3.

Tudo parecia perdido no dia seguinte, quando a Austrália saltou na frente com uma vitória tranquila da dupla formada por John Peers e Jordan Thompson sobre Ruben Bemelmans e Arthur De Greef. O placar foi de 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/4 e 6/0.

David Goffin foi novamente o herói, e deixou tudo igual na primeira partida do domingo. Seu adversário, o jovem talento Nick Kyrgios, inspirava muitas preocupações, mas o belga fez uma grande partida para vencer por 3 sets a 1, com 6/7, 6/4 e 6/4. No embate derradeiro, Steve Darcis não tomou conhecimento de Jordan Thompson, e sacramentou a classificação com uma vitória por 3 sets a 0, parciais de 6/4, 7/5 e 6/2.

A vitória sobre a Austrália veio coroar uma excelente jornada dos belgas, que teve triunfos sobre a Alemanha, por 4×1, e Itália, pelo placar de 3×2.

A campanha da Suíça em 2014 serve como inspiração para os comandados de Johan Van Herck. Na ocasião, a equipe superou a França, na mesma quadra de Lille, pelo placar de 3×1, e liderada por Roger Federer, conquistou seu primeiro e único título.

As cotas do Bumbet indicam que se a Bélgica ficar com o título, o retorno é altíssimo: R$ 3,80 para cada R$ 1,00 apostado.

Retrospecto

O histórico dos confrontos entre franceses e belgas mostra muito equilíbrio. Nos sete embates já realizados entre os dois países, a França venceu quatro, e a Bélgica levou a melhor em outros três. Entretanto, os franceses triunfaram nos dois últimos. Em 1999, jogando em quadra de carpete, impuseram um placar de 4×1, e em 2001, sobre um piso de saibro, atropelaram os rivais por 5×0.

O time francês é mais homogêneo que o belga, que depende muito de atuações inspiradas de David Goffin. Este detalhe, somado ao fato de jogar em casa, e no tipo de piso de sua preferência, o torna favorito à conquista de seu décimo título.

 Cotas: França (1.27), Bélgica (3.80)